quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Oito mitos e verdades sobre o Bluetooth

Ao contrário do que muitos pensam, a tecnologia de conexão wireless não é inimiga da bateria do smartphone, nem da saúde humana.O Bluetooth é um dos métodos mais usados para conectar dispositivos sem fio, mas ainda está ligado a alguns equívocos e dúvidas entre os usuários. A tecnologia, que já está em sua quinta geração, avançou muito em mais de 20 anos de existência, o que motiva a propagação de algumas das ideias erradas.É comum ouvir que o recurso acaba com a bateria do celular, além de prejudicar o sinal do Wi-Fi e até mesmo a saúde dos usuários. Mas você sabe se essas afirmações são mesmo verdadeiras? A seguir, desvende oito mitos e verdades sobre o Bluetooth.

1. Bluetooth acaba com a bateria do celular
Mito. Nos primeiros anos dos smartphones, manter o recurso ligado gastava bastante bateria, já que o aparelho ficava o tempo todo buscando outros dispositivos para fazer o pareamento. Porém, desde o Bluetooth 4, lançado em 2010, isso não é mais uma preocupação. A versão estreou um módulo de baixa energia, que utiliza várias tecnologias para procurar por dispositivos ao redor sem consumir tanta bateria.
Além disso, quando os equipamentos se conectam, a bateria não será drenada enquanto não houver de fato transferência de dados. Por exemplo, mesmo com fones Bluetooth pareados com o celular, se o usuário não estiver reproduzindo nenhum áudio, o consumo será mínimo. O módulo de baixa energia reduziu ao menos pela metade o gasto de bateria.

2. A tecnologia Bluetooth faz mal para saúde
Mito. Alguns temem a radiação emitida por conexões Bluetooth, mas pode ficar tranquilo, pois as emissões são baixíssimas - especialmente em comparação aos smartphones. Radiação tem a ver com energia e o máximo de saída para um dispositivo de Classe 1 é 100 mW, sendo que na maior parte dos casos, eles usam apenas cerca de 1 mW. Por outro lado, em média, os celulares atuais operam a 1.000 mW até 2.000 mW.

3. O sinal de Bluetooth interfere no Wi-Fi
Mito. O Bluetooth envia e recebe dados por meio da radiofrequência de 2.4 GHz, assim como a maioria das conexões sem fio, incluindo o Wi-Fi. No entanto, em geral, não há qualquer distorção na estabilidade e velocidade desse sinais quando eles estão próximos. A explicação está no salto adaptável de frequência, uma tecnologia que evita a interferência e está ainda melhor no Bluetooth 5.
A frequência 2.4 GHz é, na verdade, uma banda que vai de 2.400 MHz a 2.483,5 MHz. O Bluetooth divide o monitoramento desse intervalo entre dois canais e o sinal consegue "pula rapidamente de uma frequência para outra. Assim, mesmo que outra tecnologia wireless tente se comunicar através das ondas onde está o Bluetooth, ele é capaz de se adaptar e  garantir que não haja interrupção ou queda de velocidade.

4. O nome Bluetooth vem de um rei viking
Verdade. A origem do nome Bluetooth é curiosa e envolve um rei viking do século X que tinha um dente tão podre que parecia ser azul ("bluetooth" significa "dente azul" em inglês). Quando Intel, Ericsson, Nokia e IBM se juntaram, em 1996, para criar uma tecnologia sem fio que fosse padrão de conexão de curto alcance, a palavra foi escolhida como codinome provisório e usada pelos desenvolvedores, mas acabou pegando.
A ideia surgiu em um papo de bar entre dois engenheiros dessas empresas. Bebendo e conversando sobre História, um deles mencionou o Rei Haroldo Bluetooth Gormsson da Dinamarca e, interessado, o outro foi pesquisar mais sobre o monarca. Ao descobrir que o rei foi responsável por unir a Escandinávia e cristianizar sua população, o funcionário achou que o termo seria uma metáfora perfeita para as intenções da nova tecnologia. 

5. É mais seguro deixar o Bluetooth invisível
Mito. Deixar o Bluetooth ligado no modo não-detectável não faz diferença em termos de segurança. O endereço do seu dispositivo pode até ficar escondido, mas hackers conseguem encontrá-lo e infiltrá-lo de qualquer forma, se quiserem, a partir de scanners e farejadores. Outro problema é o uso das senhas padrão, como 0000 e 1234. Esse sistema simples é a causa da maioria das invasões de aparelhos Bluetooth. Portanto, altere sua senha e, se estiver muito preocupado, a melhor solução é manter a conexão desligada.

6. Só é possível usar Bluetooth em espaços pequenos
Mito. O Bluetooth é sim uma conexão de curto alcance, porém, a distância da cobertura varia de acordo com a classe do aparelho e pode ser bem maior do que as pessoas imaginam. São três tipos: dispositivos Classe 3 têm alcance inferior a 10 metros; Classe 2, de cerca de 10 metros; e Classe 1, de aproximadamente 100 metros. Normalmente, estão na terceira categoria apenas dispositivos com sua própria fonte de energia, como computadores e algumas caixas de som. Já smartphones costumam se enquadrar nas classes 1 e 2.

7. Bluetooth 5 é compatível com gerações anteriores

Verdade. Não é preciso ter receios com a mais recente geração do Bluetooth, que adicionou melhorias na velocidade e no intervalo de alcance, além da possibilidade de conectar vários dispositivos simultâneos. Ela é totalmente compatível com aparelhos que usam as versões 4.0, 4.1 e 4.2 da tecnologia. Além disso, todos os recursos das gerações antigas também foram aplicados à nova.

8. Bluetooth 5 proporciona velocidade mais alta e alcance maior
Mito. A confusão acontece porque o Bluetooth 5 tem, de fato, recursos de longo alcance e de alta velocidade. Entretanto, os dois modos não operam ao mesmo tempo e é necessário decidir qual dos dois benefícios é mais importante. Por exemplo, para atingir a distância máxima de alcance, o usuário deverá sacrificar a taxa de transferência, que cai para 125 kb/s, bem longe do teto prometido pela nova geração, de 2 Mb/s.

Fonte: TechTudo


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