segunda-feira, 25 de março de 2019

Maioria esmagadora dos antivírus para Android não oferece nenhuma proteção

Hoje em dia, ter um telefone protegido contra as pragas do mundo virtual tem se tornado uma necessidade cada vez mais comum. Em alguns casos, o smartphone acaba substituindo o computador e é utilizado tanto em casa quanto no trabalho, além de realizar operações bancárias. Essa necessidade de segurança extra acabou popularizando os apps antivírus, principalmente para o sistema Android, que é o mais usado no mundo.
O laboratório austríaco AV-Comparatives resolveu testar os aplicativos de proteção mais populares da Play Store. Foram instalados 250 antivírus, 2 mil variações de malwares mais comuns disseminados em 2018 e 100 apps de controle não maliciosos (para testes de falso positivo) em um smartphone. Para surpresa da companhia, grande parte dos antivírus não oferece proteção alguma para o usuário.

Os resultados

Dos 250 aplicativos (pasmem!), apenas 23 conseguiram detectar 100% das ameaças; esse é um desempenho incrivelmente baixo, considerando que as pragas não são recentes, mas sim do ano anterior. Alguns apps chegaram a pouco mais de 99% de eficiência, e o Play Protect, recurso da própria Google embutido no Android, só conseguiu identificar 68,8% dos malwares.
O desempenho do restante dos apps foi amedrontador, com alguns deles sequer realizando checagem de ameaças; muitos tentaram classificar arquivos e outros aplicativos com base em listas brancas e negras, o que faz com que renomear um pacote, por exemplo, seja detectado como falso positivo ou simplesmente seja encarado como um arquivo limpo. O mais incrível é que, em algumas situações, os desenvolvedores dos antivírus não incluíram nem o próprio nome do app na lista branca, fazendo com que eles se acusassem como malwares.
A recomendação final da AV-Comparatives é que os usuários prefiram baixar aplicativos de empresas consagradas no mercado (ESET, Sophos, AVG, Kaspersky, BitDefender, Avast, McAfee), a fim de evitar surpresas desagradáveis. Já para os usuários que só fazem download de arquivos de fontes seguras e instalam apps da Play Store, o próprio Android já dá conta do recado.
Fonte: TecMundo

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